Nas Voragens dos Tempos
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- Esvaíram-se nas brumas do tempo muitas civilizações, levando consigo os seus gloriosos momentos; seus amores, suas paixões, seus arroubos e os seus fragores...
Os sonhos de ventura esfumaçaram-se... Reis, Rainhas, Vassalos e Plebeus, sumiram; e muitos desses não deixaram nem mesmo saudade! ... Quantas alegrias, quantas dores, tanta luta!?...
E, nada restou, senão ruínas enigmáticas, onde os homens surpresos se quedam a imaginar quem outrora ali viveu; escombros, onde os pássaros fazem os seus ninhos, e as serpentes se embrenham por debaixo das pedras, fazendo ali suas moradas...
No entanto algo precioso permaneceu!... Nós, a espécie Humana!... Nós, com nossos sonhos, com as nossas paixões, nosso jeito de amar, de crer, de acreditar e de viver!
O Tempo tudo devora... Mas, nós, as almas eternas que somos, ele nunca as consumirá!
No entanto algo precioso permaneceu!... Nós, a espécie Humana!... Nós, com nossos sonhos, com as nossas paixões, nosso jeito de amar, de crer, de acreditar e de viver!
O Tempo tudo devora... Mas, nós, as almas eternas que somos, ele nunca as consumirá!
Somos os mesmos que viveram em as antigas paragens; fomos os atores nos cenários e palcos da vida! ... Movimentamo-nos com desenvoltura e elegância e, caminhamos também inclinados, sob os acoites das chibatas! ...
Como nobres, moramos em palácios; na condição de escravos, moramos em fétidas senzalas, sentindo o amargor da servidão! ...
Frequentamos templos suntuosos, adoramos ídolos dourados e, refletimos muitas vezes, nos tugúrios das periferias, e nos bosques sob as frondes dos arvoredos.
Enfim, participamos e promovemos as guerras, e muitas vezes bradamos o socorros a nossos deuses em busca de paz!...
E, hoje, aqui estamos; antigos senhores, "artistas", plebeus ou escravos, de outras eras; em outros tempos, com outra roupagem, inseridos em uma nova dinâmica, como alunos, submetidos a didática da escola terrena, na busca de aprender a viver.
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(Paulo C. Andrade)

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